Domingo, 22 de Agosto de 2021

DOCE MAR

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Oh... mar, meu doce mar

Abraças todo o rochedo

Passo contigo a divagar

Cada recanto em segredo.

 

Mar, que me amas e falas

Do azul céu que te abraça

Tens segredos que te calas

Do amor que por ti passa.

 

Mar amigo, onde me banho

Neste porto da amizade

Minhas palavras acanho

Com teu encanto de verdade.

 

Mar salgado, mar da emoção

Num tom divino e flutuante

É cor que seduz uma paixão

Do mundo amigo e marcante.

 

Mar cristalino, mar de sonho

Flui meu sentimento envolto

Com raios de um sol risonho…

Tão adornado fica o porto...

 

Mar de tom azul, vives comigo

Nas tardes límpidas de Verão

Em ti, doce mar, revejo um amigo

Que faz morada no meu coração.

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publicado por perfume da esperança às 11:08
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7 comentários:
De Zé Onofre a 22 de Agosto de 2021 às 15:20
Boa tarde, MRRJS
Logo na primeira vez que a encontro, certamente tenho andado distraído, encontro este seu texto, e logo me rendi.
Rendi-me, quando me rendo é porque tocou alguma tecla sensível que estava adormecida em mim.
Peço-lhe, então que desculpe a intrusão no seu espaço que gerirá de acordo com os seus princípios. Se achar que o que escrevo a seguir é abuso recuse.
Zé Onofre [das eras. notas à margem. comentários.]
---x---
25

2021/08/22

Lede,
Vós corajosos que me leis,
Que, por mais em segredo,
Escreva,
Haverá sempre uns olhos límpidos,
Que descobrirão o rochedo
Onde me escondo.

Lede,
Olhos ingénuos
De pureza cristalina,
O que dos recantos do passado,
Ou de um futuro profetizado,
Falo.

Lede,
Olhos ingénuos,
Que com pouco vos deixais encantar,
Com a vida que vivi,
Por entre montes e vales,
Por riachos e ribeiros,
Pelo rio,
Minha mãe Tâmega.

Vede,
Ou imaginai,
Com olhos serenos de empatia,
Aquele rapazinho
De calções,
Pés descalços – por gosto –
A descer encostas
- Mais íngremes no regresso –
Até a o Rio.
O Correia levava-nos de cruzeiro, a remos,
Por aquelas águas pacíficas
Que nos falavam de Príncipes
E moiras encantadas,
Ao caírem, alegres e cristalinas,
De pedra em pedra do açude.

Vede,
Olhos abertos
À vida, ao encanto e ao fantástico,
Aquele jovem,
Sobretudo castanho,
Apertado até ao pescoço,
Subir forte chuva e vendaval,
Ao monte de Stª Cruz,
Seu pai.


Lá no ponto mais alto,
Do penedo mais saliente,
Ouvir o vento
Falar
Da vida
Em sua plenitude
De alegrias
E conquistas fantásticas
Desta Humanidade.

Ao mesmo tempo
Que com terrível clareza
Fala das atrocidades desta mesma Humanidade.
De cruentas guerras
Que tingem de vermelho os desertos.
Que deixa restos humanos na selva
Para consumo de animais selvagens.
Que enche os rios,
Não de sedimentos que alimentam os arrozais,
Mas de sangue humano
Inútil
E inutilizado.

Vede olhos,
Com um olhar amigo
E de compaixão,
Este que agora
Escreve memórias tristes
De um Passado
Que persevera em ser Presente,
E ameaça ser Futuro
Zé Onofre


De perfume da esperança a 23 de Agosto de 2021 às 21:45
Boa noite, Zé Onofre
Fiquei completamente rendida ao seu poema!
Que nos toca profundo na alma.
Obrigada pela sua visita e pela sua notável escrita!

Com um olhar puro e singelo
Abro as portas da amizade
Ao universo delicado e belo
Com sorrisos, com verdade.

Amizade, é uma ponte, um caminho
Um mar que nos deixa saudade
Onde flutua a onda de carinho
E na escrita, o momento de liberdade.

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